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terça-feira, 15 de abril de 2014

Descrição das formas de consciência da loucura

a) "Consciência crítica" – A loucura é experimentada através de seu confronto opositivo com a razão; delimita-se a loucura pela diferença entre loucura e razão. Contudo, esta experiência não é simples; inclui um debate porque a oposição é ambígua e é também um conflito; e é um conflito por ser reversível (daí, ser esta consciência "dialética" ). Baseada na diferença e homogeneidade da loucura com a razão.


b) "Consciência prática" – Aqui, a loucura é experimentada como uma realidade imposta pelas normas de um grupo social. A oposição agora se estabelece entre o "dentro" e o "fora" do grupo, dependentemente dos padrões e valores, não diretamente da razão, mas do grupo, que este pretende ditar as normas da razão. Baseada na diferença entre loucura e razão.

c) "Consciência enunciativa" – Aqui, a loucura é experimentada antes de qualquer juízo ou diagnóstico, antes de qualquer nível de valores (racionais ou grupais); ela é reconhecida como um ser que está aí e que é de imediato constatado, quase que apontado com um gesto, na existência concreta do louco.

d) "Consciência analítica" - É a consciência da loucura nas "suas formas", "seus fenômenos", seus "modos de aparição“. Aqui se busca perceber a loucura no que nela é cognoscível, reduzindo-a ao que nela é inteligível, sem o "perigo", sem a "cisão", sem o "recuo" inclusos nas formas anteriores.

Resumo da aula sobe o texto de Salma Tanus Muchail - FOUCAULT: uma introdução

   A sessão do dia 14.04.2014 começou com o questionamento sobre filmes já assistidos que envolvem o tema loucura. Foram citados alguns já assistidos pelas colegas como:

  • Bicho de sete cabeças
  • Este Mundo é dos loucos
  • Um estranho no ninho
  • Vida em família
  • O livro de Eli
   A questão da social foi levantada através do isolamento dos indivíduos acometidos pela loucura. A nossa percepção da loucura é mais evidente quando ela está associada à desigualdade social, econômica, cultural...
   O conceito de modernidade  para Foucault também foi abordado: "são mecanismos que comprovam e mantém a eminência da punição".  Mecanismos estes que são: hospitais, família, prisões, escolas que tem o poder de manejar espaços, tempo, informações, tendo como elemento fundamental a hierarquia. Aquilo que aparentemente pode ser considerado um bem, pode ser uma medida de controle. A exemplo do trabalho e sua evolução desde a Revolução Industrial (a questão das horas de trabalho de 20h para 8h/dia, das pausas, do tempo livre...), a racionalização do trabalho.
   Qual a visão moderna da loucura? Qual o tratamento da loucura hoje? Ainda resistem as práticas torturosas de tratamento da loucura como choques? Qual a posição da família com a loucura de algum de seus membros? Algumas alunas contaram suas experiências com a loucura de outras pessoas, como por exemplo: a visita a um hospital de internação psiquiátrica, casos na família.
   Não se pode reduzir a experiencia da loucura de forma isolada. A loucura é uma experiência multifacetada. É um problema ao mesmo tempo filosófico e científico, filosófico pois com a constatação que esta é uma experiencia multifacetada, na suas diversas formas de expressão, a loucura desafia a sociedade em que ela se faz presente, nos levando às vezes, a questionar a nossa forma de pensar; científica, ao tentar isolar características de um determinado comportamentos para identificar as características de uma doença mental a ciência repete a experiencia que o senso comum tem, suas definições são frouxas. O conceito de doença mental  tem duas ideias incompatíveis: a ideia de doença que é derivada de observações sobre o funcionamento do organismo e  ideia de mental, experiencia que não é orgânica. a loucura coloca sobre suspeita não só a objetividade da ciência como também a nossa experiência de uma vida racional. Quem garante que não é louco? Não existe um exame biológico para constatação da loucura. Nós experimentamos a loucura como uma percepção crítica quando vemos que alguém está trocando uma coisa pela outra, quando alguém está sendo inconveniente, quando alguém muda seu comportamento social enfim, quando alguém se comporta de maneira incomum do estabelecido pela sociedade, depois na percepção analítica, examinando a ciência metodologicamente, que vai enunciar as características do indivíduo.
   
   

domingo, 13 de abril de 2014

O que é Epistemologia?



Epistemologia (do grego ἐπιστήμη [episteme] - ciência; λόγος [logos] - estudo de), também chamada teoria do conhecimento, é o ramo da filosofia que trata da natureza, das origens e da validade do conhecimento. Ela está relacionada com a metafísica, a lógica e a filosofia da ciência, pois, em uma de suas vertentes, avalia a consistência lógica de teorias e suas credenciais científicas. Este fato torna-a uma das principais áreas da filosofia (à medida que prescreveria "correções" à ciência).


O conhecimento como um conjunto de crenças verdadeiras.



Pode-se dizer que a epistemologia se origina em Platão. Ele opõe a crença ou opinião ao conhecimento. A crença é um determinado ponto de vista subjetivo. O conhecimento é crença verdadeira e justificada.

A teoria de Platão abrange o conhecimento teórico, o saber que. Tal tipo de conhecimento é o conjunto de todas aquelas informações que descrevem e explicam o mundo natural e social que nos rodeia. Este conhecimento consiste em descrever, explicar e predizer uma realidade, isto é, analisar o que ocorre, determinar por que ocorre dessa forma e utilizar estes conhecimentos para antecipar uma realidade futura.

Há outro tipo de conhecimento, não abrangido pela teoria de Platão. Trata-se de um conhecimento técnico, o saber como.

A epistemologia também estuda a evidência (entendida não como mero sentimento que temos da verdade do pensamento, mas sim no sentido forense de prova), isto é, os critérios de reconhecimento da verdade.



Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Epistemologia