a) "Consciência crítica" – A loucura é experimentada através de seu confronto opositivo com a razão; delimita-se a loucura pela diferença entre loucura e razão. Contudo, esta experiência não é simples; inclui um debate porque a oposição é ambígua e é também um conflito; e é um conflito por ser reversível (daí, ser esta consciência "dialética" ). Baseada na diferença e homogeneidade da loucura com a razão.
b) "Consciência prática" – Aqui, a loucura é experimentada como uma realidade imposta pelas normas de um grupo social. A oposição agora se estabelece entre o "dentro" e o "fora" do grupo, dependentemente dos padrões e valores, não diretamente da razão, mas do grupo, que este pretende ditar as normas da razão. Baseada na diferença entre loucura e razão.
c) "Consciência enunciativa" – Aqui, a loucura é
experimentada antes de qualquer juízo ou diagnóstico, antes de qualquer nível
de valores (racionais ou grupais); ela é reconhecida como um ser que está aí e
que é de imediato constatado, quase que apontado com um gesto, na existência concreta
do louco.
d) "Consciência analítica" - É a consciência da
loucura nas "suas formas", "seus fenômenos", seus "modos de
aparição“. Aqui se busca perceber a loucura no que nela é cognoscível,
reduzindo-a ao que nela é inteligível, sem o "perigo", sem a
"cisão", sem o "recuo" inclusos nas formas anteriores.

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