terça-feira, 15 de abril de 2014

AFINAL QUEM É LOUCO?????

Na aula realizada em 14.04.2014 por Nelson Matos de Noronha, o questionamento quem é louco? foi amplamente discutido entre o professor doutor e as alunas do Mestrado Sociedade e Cultura, com base no texto FOUCAULT: UMA INTRODUÇÃO, de autoria de Salma Tannus Muchail, afinal quem de fato é louco? Todos nós podemos ser loucos? Ou loucos são simplesmente os que surtam? O que conceitua a loucura? Uma receita de medicamentos? Depressão? Atestado médico de loucura? A exclusão do individuo na sociedade?? Ou para ser considerado louco basta apresentar um comportamento que foge ao padrão estabelecido pela sociedade na qual você está inserido? Essas interrogações e muitas outras foram interlocutadas na aula.
            Outro apontamento foi o conceito, o que é? Parafraseando Nelson Matos de Noronha - conceito é uma ideia que pretende reunir as diversas percepções que temos sob determinada coisa. E para Foucalt o que é loucura? Podemos destacar algumas famosas frases do autor sobre o assunto:
“A psicologia nunca poderá dizer a verdade sobre a loucura, pois é a loucura que detém a verdade da psicologia”. Michel Foucault.
“De homem a homem verdadeiro, o caminho passa pelo homem louco”. Michel Foucault.
            Também foi tema de debates as experiências que tivemos em relação a loucura ou a manifestação da mesma, casos como de professores, familiares e de uma festa de carnaval do Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro vieram a tona carregados de diferentes percepções de quem vivenciou tais experiências. Filmes, documentário e outros textos também foram lembrados.    
            Não posso deixar de citar dentro da Percepção de Foucalt através do texto de Muchail, também muitos comentários quanto as formas múltiplas de consciência da loucura que são: Consciência critica, Consciência Prática, Consciência Enunciativa e Consciência Analítica. Outra questão foram os tratamentos da loucura através dos tempos, o que de fato mudou? Houve uma modernização? E o que é modernização parafraseando mais uma vez Nelson Matos de Noronha ser moderno significa alcançar um bem estar social e superar algo ultrapassado, mas em relação à loucura, podemos afirmar que houve essa modernização? ou sempre teremos práticas de exclusão.   

            A pergunta que fica no ar é: ser louco é algo normal??

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