L'ARCHÉOLOGIE
DU SAVOIR
Nos escritos de “A Arquiologia do
conhecimento”, Michel FoucauIt se articula basicamente em dois momentos:
"um momento empírico-descritivo" e "um momento de reflexão
metodológica" (8, p. 17) .
O percurso intelectual de FoucauIt é composto de dois momentos, sendo o primeiro "da descrição empírica de determinados segmentos históricos" e o segundo, "da reflexão crítica”.
Na primeira fase, Foucault descreve, sucessivamente, o discurso da loucura, o discurso da medicina, o discurso das epistemes.
Na segunda, os princípios teóricos postos em prática intuitivamente nestes trabalhos empíricos são isolados e codificados. É o momento da “Arqueologia"
O percurso intelectual de FoucauIt é composto de dois momentos, sendo o primeiro "da descrição empírica de determinados segmentos históricos" e o segundo, "da reflexão crítica”.
Na primeira fase, Foucault descreve, sucessivamente, o discurso da loucura, o discurso da medicina, o discurso das epistemes.
Na segunda, os princípios teóricos postos em prática intuitivamente nestes trabalhos empíricos são isolados e codificados. É o momento da “Arqueologia"
Histoire
de la folie e Naissance de la clinique
Na obra “História da Loucura e Nascimento da Clínica” Foucault aborda a "fase transitiva“.Caracteriza-se pelo fato de que a análise dos discursos (o da loucura e o da medicina) é relacionada com práticas extra-discursivas (práticas sociais, econômicas, instituições, etc.), ao passo que a "fase intransitiva" atém-se ao plano estrito da descrição dos discursos. Para ilustrar, escutemos o próprio Foucault: "Não se pode dizer que o discurso psicopatológico europeu até Freud tenha suportado um nível de cientificidade muito elaborado.
Em compensação, todos os contextos institucionais, sociais e econômicos desse discurso eram importantes. É evidente que a maneira de internar Os loucos de diagnosticá-los, de medicá-los, de excluí-los da sociedade ou incluí-los num local de internamento era tributária de estruturas sociais, condições econômicas, tais como o desemprego, as necessidades de mão-de-obra, etc.
Assim, escreve ainda Foucault, "o que constituía problema era a emergência de todo um conjunto de objetos bastante entrecruzados e complexos" (3, p. 86). Todavia, assim como não se tratava de escrever a história de um "objeto" definido (a loucura), também não se tratava de descrever uma "disciplina" instituída (a psiquiatria) e recompor sua "história“.
Nem história de "um objeto", nem história de "uma disciplina", mas sim, história daquilo que tornou possível a loucura como objeto de saber.
A história da loucura não é portanto a história desse saber, mas da sensibilidade à loucura no espaço Ocidental"
Les mots
et les choses
Na obra “As palavras e as
coisas” os estudos de Foucault revelam que não é uma história do
"outro", mas do "mesmo", uma história onde se interroga a
maneira como nossa cultura "experimenta a proximidade das coisas, com ela
estabelece o quadro de seus parentescos e a ordem segundo a qual se deve
percorrê-los“.
Em suma, no sentido mais amplo, o "outro" é aquilo que nos limita e nos escapa por nos ser não só estranho como ainda exterior.
Em suma, no sentido mais amplo, o "outro" é aquilo que nos limita e nos escapa por nos ser não só estranho como ainda exterior.
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