sábado, 19 de abril de 2014

L'ARCHÉOLOGIE DU SAVOIR

   Nos escritos de “A Arquiologia do conhecimento”, Michel FoucauIt se articula basicamente em dois momentos: "um momento empírico-descritivo" e "um momento de reflexão metodológica" (8, p. 17) .
   O percurso intelectual de FoucauIt é composto de dois momentos, sendo o primeiro "da descrição empírica de determinados segmentos históricos" e o segundo, "da reflexão crítica”.
   Na primeira fase, Foucault descreve, sucessivamente, o discurso da loucura, o discurso da medicina, o discurso das epistemes.
   Na segunda, os princípios teóricos postos em prática intuitivamente nestes trabalhos empíricos são isolados e codificados. É o momento da “Arqueologia"


Histoire de la folie e Naissance de la clinique
  
   Na obra “História da Loucura e Nascimento da Clínica” Foucault aborda a "fase transitiva“.Caracteriza-se pelo fato de que a análise dos discursos (o da loucura e o da medicina) é relacionada com práticas extra-discursivas (práticas sociais, econômicas, instituições, etc.), ao passo que a "fase intransitiva" atém-se ao plano estrito da descrição dos discursos. Para ilustrar, escutemos o próprio Foucault: "Não se pode dizer que o discurso psicopatológico europeu até Freud tenha suportado um nível de cientificidade muito elaborado.
   Em compensação, todos os contextos institucionais, sociais e econômicos desse discurso eram importantes. É evidente que a maneira de internar Os loucos de diagnosticá-los, de medicá-los, de excluí-los da sociedade ou incluí-los num local de internamento era tributária de estruturas sociais, condições econômicas, tais como o desemprego, as necessidades de mão-de-obra, etc.
   Assim, escreve ainda Foucault, "o que constituía problema era a emergência de todo um conjunto de objetos bastante entrecruzados e complexos" (3, p. 86). Todavia, assim como não se tratava de escrever a história de um "objeto" definido (a loucura), também não se tratava de descrever uma "disciplina" instituída (a psiquiatria) e recompor sua "história“.
   Nem história de "um objeto", nem história de "uma disciplina", mas sim, história daquilo que tornou possível a loucura como objeto de saber.
   A história da loucura não é portanto a história desse saber, mas da sensibilidade à loucura no espaço Ocidental"




Les mots et les choses

   Na obra “As palavras e as coisas” os estudos de Foucault revelam que não é uma história do "outro", mas do "mesmo", uma história onde se interroga a maneira como nossa cultura "experimenta a proximidade das coisas, com ela estabelece o quadro de seus parentescos e a ordem segundo a qual se deve percorrê-los“.
   Em suma, no sentido mais amplo, o "outro" é aquilo que nos limita e nos escapa por nos ser não só estranho como ainda exterior. 

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