A sessão do dia 14.04.2014 começou com o questionamento sobre filmes já assistidos que envolvem o tema loucura. Foram citados alguns já assistidos pelas colegas como:

- Bicho de sete cabeças
- Este Mundo é dos loucos
- Um estranho no ninho
- Vida em família
- O livro de Eli
A questão da social foi levantada através do isolamento dos indivíduos acometidos pela loucura. A nossa percepção da loucura é mais evidente quando ela está associada à desigualdade social, econômica, cultural...
O conceito de modernidade para Foucault também foi abordado: "são mecanismos que comprovam e mantém a eminência da punição". Mecanismos estes que são: hospitais, família, prisões, escolas que tem o poder de manejar espaços, tempo, informações, tendo como elemento fundamental a hierarquia. Aquilo que aparentemente pode ser considerado um bem, pode ser uma medida de controle. A exemplo do trabalho e sua evolução desde a Revolução Industrial (a questão das horas de trabalho de 20h para 8h/dia, das pausas, do tempo livre...), a racionalização do trabalho.
Qual a visão moderna da loucura? Qual o tratamento da loucura hoje? Ainda resistem as práticas torturosas de tratamento da loucura como choques? Qual a posição da família com a loucura de algum de seus membros? Algumas alunas contaram suas experiências com a loucura de outras pessoas, como por exemplo: a visita a um hospital de internação psiquiátrica, casos na família.
Não se pode reduzir a experiencia da loucura de forma isolada. A loucura é uma experiência multifacetada. É um problema ao mesmo tempo filosófico e científico, filosófico pois com a constatação que esta é uma experiencia multifacetada, na suas diversas formas de expressão, a loucura desafia a sociedade em que ela se faz presente, nos levando às vezes, a questionar a nossa forma de pensar; científica, ao tentar isolar características de um determinado comportamentos para identificar as características de uma doença mental a ciência repete a experiencia que o senso comum tem, suas definições são frouxas. O conceito de doença mental tem duas ideias incompatíveis: a ideia de doença que é derivada de observações sobre o funcionamento do organismo e ideia de mental, experiencia que não é orgânica. a loucura coloca sobre suspeita não só a objetividade da ciência como também a nossa experiência de uma vida racional. Quem garante que não é louco? Não existe um exame biológico para constatação da loucura. Nós experimentamos a loucura como uma percepção crítica quando vemos que alguém está trocando uma coisa pela outra, quando alguém está sendo inconveniente, quando alguém muda seu comportamento social enfim, quando alguém se comporta de maneira incomum do estabelecido pela sociedade, depois na percepção analítica, examinando a ciência metodologicamente, que vai enunciar as características do indivíduo.
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