Na
aula realizada em 14.04.2014 por Nelson Matos de Noronha, o questionamento quem é louco? foi amplamente discutido entre o professor doutor e as alunas do Mestrado
Sociedade e Cultura, com base no texto FOUCAULT: UMA
INTRODUÇÃO, de autoria de Salma Tannus Muchail, afinal quem de fato é louco?
Todos nós podemos ser loucos? Ou loucos são simplesmente os que surtam? O que
conceitua a loucura? Uma receita de medicamentos? Depressão? Atestado médico de
loucura? A exclusão do individuo na sociedade?? Ou para ser considerado louco
basta apresentar um comportamento que foge ao padrão estabelecido pela
sociedade na qual você está inserido? Essas interrogações e muitas outras foram
interlocutadas na aula.
Outro apontamento foi o conceito, o que
é? Parafraseando Nelson Matos de Noronha - conceito é uma ideia que pretende
reunir as diversas percepções que temos sob determinada coisa. E para Foucalt o
que é loucura? Podemos destacar algumas famosas frases do autor sobre o
assunto:
“A psicologia nunca
poderá dizer a verdade sobre a loucura, pois é a loucura que detém a verdade da
psicologia”. Michel Foucault.
Também foi tema de
debates as experiências que tivemos em relação a loucura ou a manifestação da
mesma, casos como de professores, familiares e de uma festa de carnaval do
Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro vieram a tona carregados de diferentes percepções
de quem vivenciou tais experiências. Filmes, documentário e outros textos
também foram lembrados.
Não posso deixar de
citar dentro da Percepção de Foucalt através do texto de Muchail, também muitos
comentários quanto as formas múltiplas de consciência da loucura que são:
Consciência critica, Consciência Prática, Consciência Enunciativa e Consciência
Analítica. Outra questão foram os tratamentos da loucura através dos tempos, o que
de fato mudou? Houve uma modernização? E o que é modernização parafraseando
mais uma vez Nelson Matos de Noronha ser moderno significa alcançar um bem
estar social e superar algo ultrapassado, mas em relação à loucura, podemos
afirmar que houve essa modernização? ou sempre teremos práticas de exclusão.
A pergunta que fica no
ar é: ser louco é algo normal??
E o que é ser normal???
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